Para explicar porque é que os seguros aumentam tanto quando são usados como quando praticamente não foram acionados, vale a pena olhar para dois exemplos muito conhecidos: os seguros de saúde e o seguro automóvel. Nos dois casos, a lógica é semelhante. Quando uma pessoa usa muito o seguro de saúde, sobretudo em situações de maior custo como cirurgias, internamentos ou tratamentos prolongados, está a gerar despesa direta para a seguradora. No seguro automóvel acontece o mesmo: se alguém tiver um acidente com culpa, é natural que o prémio aumente no ano seguinte, porque obrigou a seguradora a pagar indemnizações.
Mas o que muitas pessoas não sabem é que o seguro também pode aumentar mesmo quando não foi usado. Imagine o caso do seguro automóvel: uma pessoa não teve qualquer acidente, mas naquele ano houve muitos sinistros no universo de segurados, fenómenos da natureza que destruíram viaturas ou indemnizações muito acima do previsto. A seguradora teve mais despesa do que o esperado e, para manter os equilíbrios atuariais, precisa de ajustar os prémios de todos, incluindo os que não acionaram o seguro. E até dentro do próprio ramo automóvel existem diferenças importantes entre seguradoras. Algumas podem agravar o prémio porque o cliente acionou coberturas como roubo, incêndio ou quebra de vidros, enquanto outras só consideram fatores de agravamento quando há responsabilidade civil ou quando são acionados danos próprios. Ou seja, nem todas funcionam da mesma forma.
Nos seguros de saúde acontece exatamente o mesmo. Quem usa pode ver aumentos porque gerou custos diretos. Quem não usa também pode ver aumentos porque o valor do seguro reflete a realidade global: mais consultas, mais cirurgias, inflação médica, maior utilização no universo de segurados e custos hospitalares cada vez mais elevados. O aumento não é pessoal, é estrutural .Não podemos esquecer que nos seguros de saúde a idade é fatores determinante no agravamento do prémio anual.
Existem soluções mais avançadas onde o prémio não aumenta por utilização individual, porque o risco é distribuído de forma equilibrada e as atualizações refletem apenas o comportamento global do universo de segurados. Este tipo de modelo é visto como mais justo e estável, e é precisamente nestes pormenores que se nota a diferença entre um seguro comum e uma solução realmente evoluída.
Mesmo que um seguro de saúde termine, a seguradora é legalmente obrigada a garantir uma cirurgia ou tratamento que tenha sido iniciado enquanto o contrato estava ativo. Esta continuidade é um imperativo legal e mantém‑se até ao limite do capital ainda não utilizado.
Imaginemos que uma pessoa usou o seguro para uma cirurgia ao joelho mas poucos meses depois terminou o contrato e a pessoa ficou sem seguro. Meio ano depois o médico diz que tem de fazer nova cirurgia porque a inicial não foi suficiente. A nova Cirurgia vai ser suportada pela seguradora.
No fundo, o contrato pode acabar, mas os direitos não desaparecem. A proteção continua até ao limite do capital disponível e dentro do prazo legal de 2 anos. Fique sempre atento sobre alterações da Lei.
Há pessoas que nascem com problemas congénitos e, se mais tarde tentarem fazer um seguro de saúde tradicional, essa condição será normalmente excluída por ser considerada pré‑existente. Na prática, exclusão significa apenas uma coisa: se acontecer algo relacionado com essa patologia, a seguradora não paga.
O que muitas pessoas não sabem é que as doenças congénitas não se manifestam apenas no nascimento. Podem surgir ou ser diagnosticadas em qualquer fase da vida, incluindo na adolescência ou já na idade adulta. Isto é especialmente comum em problemas congénitos de foro cardíaco, como malformações estruturais, alterações nas válvulas ou defeitos que só se tornam evidentes mais tarde.
Quando um seguro exclui estas situações, deixa de existir verdadeira proteção. Acreditamos que é no momento da contratação que devemos pensar que solução queremos que nos proteja melhor no futuro.
Os seguros mutualistas seguem um modelo solidário, muito comum no Norte da Europa, e que já começa a ganhar espaço em Portugal. Por norma, estas soluções têm menos exclusões, o que é um dos aspetos mais relevantes para quem procura verdadeira proteção, mesmo para pessoas sem complicações de saúde.
Quando uma seguradora exclui uma patologia, isso significa, na prática, que não paga se esse problema acontecer. Já uma mutua que, por norma, não exclui determinadas doenças está a proteger mais e a assumir mais risco pelos seus associados.
Além disso, estes modelos costumam aceitar pessoas de todas as idades e, por norma, não exigem questionário médico, tornando o acesso mais simples e inclusivo.
No fundo, tratam a saúde como um compromisso coletivo, e não apenas como um produto comercial. A solidários está aqui para explicar todas as vantagens desta filosofia
Um seguro assume um risco, sendo que risco é a probabilidade de algo nos acontecer, e haver consequências negativas da materialização desse risco. Um plano de saúde apenas dá descontos ( desconto que , na prática, é o prestador a dar).Por esse motivo não temos limite de capital, não temos períodos de carências, são aceites pessoas de todas as idades, não exclui doenças
Vamos a um caso prático:
A Sra Maria tem um seguro de saúde que garante 30 mil euros de Hospitalização e a vizinha apenas tem um plano de saúde. Ambas necessitam de fazer uma cirurgia ao joelho que custa cerca de 15 mil euros.
A Sra Maria vai pagar 500 euros ( copagamento) e o restante é a seguradora que paga. A vizinha da Sra Maria vai ter um desconto ( que pode rondar os 5 a 15%, em média). Por isso a vizinha da senhora Maria vai pagar, em média, por volta dos 13mil euros porque o hospital lhe atribuiu cerca de 2000 euros de desconto.
A seguradora da Sra Maria assumiu o custo da quase totalidade da cirurgia. Como a vizinha da Sra Maria não tem seguro de saúde, e apenas possui um plano, foi ela a assumir a quase totalidade da cirurgia.