Mesmo que um seguro de saúde termine, a seguradora é legalmente obrigada a garantir uma cirurgia ou tratamento que tenha sido iniciado enquanto o contrato estava ativo. Esta continuidade é um imperativo legal e mantém‑se até ao limite do capital ainda não utilizado.
Imaginemos que uma pessoa usou o seguro para uma cirurgia ao joelho mas poucos meses depois terminou o contrato e a pessoa ficou sem seguro. Meio ano depois o médico diz que tem de fazer nova cirurgia porque a inicial não foi suficiente. A nova Cirurgia vai ser suportada pela seguradora.
No fundo, o contrato pode acabar, mas os direitos não desaparecem. A proteção continua até ao limite do capital disponível e dentro do prazo legal de 2 anos. Fique sempre atento sobre alterações da Lei.
Há pessoas que nascem com problemas congénitos e, se mais tarde tentarem fazer um seguro de saúde tradicional, essa condição será normalmente excluída por ser considerada pré‑existente. Na prática, exclusão significa apenas uma coisa: se acontecer algo relacionado com essa patologia, a seguradora não paga.
O que muitas pessoas não sabem é que as doenças congénitas não se manifestam apenas no nascimento. Podem surgir ou ser diagnosticadas em qualquer fase da vida, incluindo na adolescência ou já na idade adulta. Isto é especialmente comum em problemas congénitos de foro cardíaco, como malformações estruturais, alterações nas válvulas ou defeitos que só se tornam evidentes mais tarde.
Quando um seguro exclui estas situações, deixa de existir verdadeira proteção. Acreditamos que é no momento da contratação que devemos pensar que solução queremos que nos proteja melhor no futuro.
Os seguros mutualistas seguem um modelo solidário, muito comum no Norte da Europa, e que já começa a ganhar espaço em Portugal. Por norma, estas soluções têm menos exclusões, o que é um dos aspetos mais relevantes para quem procura verdadeira proteção, mesmo para pessoas sem complicações de saúde.
Quando uma seguradora exclui uma patologia, isso significa, na prática, que não paga se esse problema acontecer. Já uma mutua que, por norma, não exclui determinadas doenças está a proteger mais e a assumir mais risco pelos seus associados.
Além disso, estes modelos costumam aceitar pessoas de todas as idades e, por norma, não exigem questionário médico, tornando o acesso mais simples e inclusivo.
No fundo, tratam a saúde como um compromisso coletivo, e não apenas como um produto comercial. A solidários está aqui para explicar todas as vantagens desta filosofia